terça-feira, 28 de maio de 2013

Luiz Marenco entra na briga contra as regras do MTG




MTG rebate críticas ao Blog Repórter Farroupilha do Giovani Grizotti
A pedido do Repórter Farroupilha, o presidente do MTG, Erival Bertolini, preparou uma nota sobre as declarações do cantor. No final, diz que o movimento serviu para muitos “iniciar-se profissionalmente neste berço” e que depois de se consagrar, “passam a criticar o berço que os criou”. Leia:
Não vou comentar as críticas do Sr. Marenco, que faz sobre as regras do MTG. Um cantor consagrado que, embora suas críticas, as vezes que o vi, estava bem pilchado.
Com relação a nossa indumentária, são todas as regras baseadas em pesquisas e amplamente discutidas e aprovadas em nossas convenções ordinárias que acontece todos os anos no mês de julho, sendo aberto a todos os tradicionalistas para discutir, concordar ou discordar. Aquilo que é aprovado passa para as diretrizes de indumentária e os que participam de eventos competitivos devem estar de acordo, pois competição tem regras e estas devem ser cumpridas.
Com relação ao tiro de laço, que o movimento pratica nos rodeios para preservar uma cultura que faz parte da nossa
Bertolini, presidente do MTG.
historia, que esta no sangue do gaúcho oriundo do campo e até do citadino de hoje, também é competitivo além de cultural. E para tanta competição há regras, que vem através das pesquisas e da tradição de pai para filho. Não é de graça que a armada para peão (adulto) tem 8 metros e quatro rodilhas, na campereada, nas lidas de campo, o peão é livre e pratica do seu jeito como achar melhor.
O gaúcho tradicionalista ficou conhecido no Brasil inteiro e no mundo, pela nossa historia, pela nossa cultura, mas também pela nossa estampa, pela silhueta que molduram os livros e os quadros culturais quando se quer representar um gaucho. As regras de indumentária estão na lei 8.813 de 10 de janeiro de 1989, de autoria do deputado Algir Lorenzon, que no seu artigo primeiro, arágrafo único, diz: “será considerada “pilcha gaúcha” somente aquela que, com autenticidade, reproduza com elegância, a sobriedade da nossa indumentária histórica, conforme os ditames e as diretrizes traçadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Este movimento com suas regras seus erros e seus acertos, hoje está servindo de modelo de preservação dos usos e costumes da família e dos valores da nossa terra, e, ainda mais, servindo para muitos iniciar-se profissionalmente neste berço, depois de se consagrar passam a criticar o berço que os criou.
Na minha humildade vou iniciar meus netos o que iniciei aos meus filhos, que aprendi com meus pais e meus avôs, a respeitar a tradição deste povo, como disse Edson Dutra: “nem que passe mil anos não vamos afrouxar o garrão”, o modismo não altera nossa linda tradição.
Erival Bertolini/ Presidente do MTG

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